PROCURA FORNECEDOR?

Contagem regressiva por Geovanna Tominaga


Hoje é o grande dia. Acordei com esse pensamento e logo percorri os cantos da minha mente em busca das coisas que ainda estão por resolver. Quase nada, pensei. Apenas detalhes que fazem a diferença como fazer as tags dos chinelinhos e levar a aliança para gravação(será que vai dar tempo?). Os votos ainda nem escrevi! E as cartas de agradecimento para os meus convidados estão me esperando em branco na mesa da sala.

Voilá! Tudo será diferente. Andei pensando que esse deve ser exatamente o que as minhas noivas pensam nas semanas que antecedem os casamento delas. Mas o que não vemos – e agora falo como noiva também – é que tudo já está mudado. Quando escolhemos estar junto de alguém, já estamos iniciando uma mudança enorme em nossas vidas, nossos cotidianos, nossos planos de futuro. Nunca mais “um”!

Foi assim que me senti quando juntei as escovas de dentes, e cachorro e gato, com o Edu. Porque ninguém fica junto pensando em separar, né!? No meu caso, foi assim: morar junto para casar! Eu já sabia. Também sabia que demoraria um tempo para coisas acontecerem, mas no fundo do meu coração, eu já sabia que seria “para sempre”. Então eu penso, tudo já mudou. O que pode ser diferente agora?

Uma linda etapa, eu sei. Sei que o dia será especial, que teremos a benção do nosso Deus, que teremos amigos e familiares presentes, que faremos juras de amor. Mas confesso que me emocionei mesmo quando deixamos a casa antiga. Vendo a casa vazia, senti em meu coração a antiga porta guarda uma fase muito especial de nossas vidas. O local onde nos divertimos com as manias um do outro, onde choramos juntos quando algo nos aborrecia, onde inventamos receitas e rimos das cenas de “Friends” um milhão de vezes! O lugar onde fizemos planos de viagens e
dessa próxima que estamos prestes a embarcar, a maior aventura de todas: “juntos para sempre”. Sinto que já estamos unidos há muito tempo e que agora vamos apenas abrir a janela de um novo “nós”. E me sinto feliz!

Para guardar a felicidade de ontem, fica aqui as recordações de uma vida com você, Edu.

“Quando vi o sol nascer, era praia.
Céu azul. Ondas agitadas.
O mar, entusiasmo!
Pintura emoldurada na janela para admirar o horizonte que nos aguardava.
O barulho das buzinas.
Os aplausos para ele que deitava em nossos ombros todos os dias.
Era feliz.
Meia volta e nosso mundo virou a página.
Já não somos mar.
Somos lagoa, calma e tranquila.
Já não temos a pintura. Mas outra, forte e viva como a natureza sabe ser.
Natural, o passar das horas.
Natural, a maturidade nos dias.
Natural eu e você, noutra janela, admirando o por vir.
Lá, o sol também nasce e adormece em nossos ombros. E eu continuo feliz!
(Geovanna Tominaga)


Com amor,