PROCURA FORNECEDOR?

Champagne: conheça sua história

A cada ano que passa, o espumante se renova e ganha novos apaixonados por seu sabor. Hoje, mais do que nunca, é a principal escolha para brindar conquistas e celebrações importantes. Mas, muita gente não sabe qual a história do espumante e, acreditem, vale a pena saber. Leia abaixo os principais acontecimentos para que essa bebida, sem querer, nascesse e virasse realidade.

No começo de sua história, esse vinho era descriminado e até visto como amaldiçoado. Hoje, é requintado e cobiçado no mundo todo. Mas, como essa transformação ocorreu?

A região de Champagne, na França, foi o berço do vinho espumante. À época, a cidade era conhecida como produtora de vinhos com acidez muito alta, consideradas quase impróprias para consumo, de tão forte a acidez de seu gosto. Por isso, diversas garrafas sobravam e, por incrível que pareça, a sobra das garrafas praticamente “imbebíveis”marcou o começo da história da bebida que hoje conhecemos. As garrafas que sobravam eram depositadas nas próprias caves subterrâneas e lá continuavam seu processo de fermentação, uma vez que não eram consumidas.

champagne
Durante o verão, os vinhos que não eram consumidos entravam na segunda fermentação, que ocorria por dois motivos: o calor da época e o açúcar residual que ainda existia no vinho. Com isso, a bebida entrava neste novo processo de fermentação dentro da própria garrafa, que não era apropriada para segurar a pressão causada pelo gás carbônico e, com isso, explodiam.

A explosão da garrafa faziam com que os franceses pensassem que os vinhos eram amaldiçoados, afinal aquilo nunca tinha sido visto antes. Ou seja, além de ruins e ácidos, eram amaldiçoados. Com isso, a região de Champagne foi sendo esquecida e o resto da França se destacava por criar bons vinhos.

Por muito tempo, esse cenário continuou. Os trabalhadores começaram a manusear as garrafas com máscaras de ferro para evitar que as explosões causassem cortes. Mas, de acordo com a lenda, Dom Pergnon realizou várias mudanças. A espessura do vidro da garrafa foi aumentada para suportar a pressão do gás. Depois, a vedação – que na época era feita com panos – passou a ser feita com cortiça (rolha) e um arame (gaiola).

Com essas modificações, foi possível segurar o vinho na garrafa. Ao experimentar pela primeira vez, Dom Pergnon disse que beber o vinho espumante era o mesmo que beber estrelas. A partir de então, a champagne começou a ganhar créditos e glamour, e passou a ser consumida em todas as festas de Paris.

Até hoje, a champagne alegra qualquer comemoração. O livro “A Champagne” fala que em todas as festas de Paris tinha alguém que levava champagnes e que até hoje isso não mudou. Na verdade, a bebida está cada vez mais cobiçada em todo o mundo, sendo consumida em festas, conquistas, casamentos, formaturas, nascimentos etc.
Napoleão foi um dos grandes responsáveis por disseminar a champagne no mundo. Ao final de cada batalha, ele dizia a frase “Nas vitórias é merecido, nas derrotas é necessário”, referindo-se à bebida. Além dele, outras personalidades também contribuíram para a ascensão do vinho, como Madame Clicquot, Madame Louise Pommery, entre outras.

Apesar de muito resumida, essa é a história da champagne que, de um cenário completamente adverso e sendo uma bebida sem credibilidade, se tornou cobiçada e reconhecida em todo o planeta. Com essa história, vale a pena fazer um paralelo com o início da produção de espumantes no Brasil, afinal é preciso reconhecer o quanto já caminhamos em qualidade e reconhecimento internacional em tão pouco tempo. Eu gosto de, ao visitar as vinícolas no Brasil, reconhecer as figuras que contribuem para o nosso espumante. Essa é uma forma de reconhecer os nossos próprios “Napoleões”, “Dom Perignons” e “Madames Clucquots”.

Vejo um belo futuro surgindo para o espumante brasileiro, principalmente sabendo que, hoje, o consumo per capta de espumante no Brasil é de 100 ml. Este dado é expressivo e importante para a evolução do reconhecimento do espumante feito em territórios nacionais. Assim como o francês, nada acontece do dia para a noite. É um processo árduo, no qual é necessário ter muita paciência, além de acreditar que é possível.

Sobre o Colunista

A LivImport, empresa de Guilherme Menin, trabalha exclusivamente com consignação de bebidas para eventos. Seus espumantes são acompanhados de perto por um enólogo, desde a colheita até o produto estar disponível no estoque. A LivImport está em constante pesquisa dentro e fora do país a procura de novos rótulos que atendam aos critérios da empresa para melhor atender os clientes.