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Coluna | Destination Weddings

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Na última semana, aconteceu o WeddingLab organizado pela Manoela Cesar, aqui do Colher de Chá Noivas, e promovido pelo Casa & Gourmet Shopping, no Rio de Janeiro. Muitos profissionais do mercado estavam presentes à convite da Manu, incluindo o escriba aqui. Durante o WeddingLab, falei sobre fatores importantes que devem ser avaliados para acertar na contratação do DJ, situações de festa e um pouco de música. Pode ser contraditório para um DJ, mas não gosto de definir o que é mais ou menos adequado à uma festa de casamento porque o gosto musical dos noivos, no meu entender, deve prevalecer nas escolhas, afinal, a festa é deles. Mas dei um pitaco aqui e ali, principalmente, para o momento da cerimônia.

A Manoela Cesar tratou do tema Destination Weddings, termo em inglês para definir casamentos que são realizados num determinado destino ou local em que os noivos e convidados precisam viajar e permanecer por alguns dias. E achei bacana escrever sobre este tema também. Recentemente, fui convidado para discotecar num casamento em Portugal e também já participei de outros no interior do Rio de Janeiro, litoral de São Paulo e nas praias da Bahia, especificamente, Itacaré, Praia do Espelho e Trancoso. Minha experiência é de que este modelo de casamento é sempre envolto por uma energia muito especial que aglutina a beleza do local com o empenho de amigos e familiares em se fazerem presentes neste momento de comunhão. Mas fico imaginando como deve ser tenso e angustiante o trabalho de produção de um evento realizado à distância. Para tentar ajudar, deixo algumas dicas básicas no que se refere ao trabalho do DJ.

Pra começar, se o profissional que você está contratando não mora próximo ao local da festa, lembre-se que, além do cachê, será sua responsabilidade custear passagens, hospedagem e, possivelmente, traslado. Alguns profissionais costumam ainda incluir um percentual a mais pelo tempo dedicado ao evento. Isto se explica porque sendo uma viagem para o nordeste brasileiro, por exemplo, o aconselhável é que o DJ chegue no dia anterior à festa para que assim diminua o risco de que qualquer fatalidade ou atraso impeça sua chegada ao local da festa. Esta produção à distância, ainda que com o auxílio de uma equipe de cerimonial, exige uma atenção especial a parte técnica, especificamente, aos equipamentos que deverão ser alocados para que o DJ possa fazer o que sabe e sem sustos: discotecar. Costumo sugerir que após a contratação da equipe responsável por fornecer som e iluminação, coloquem o DJ em contato direto com estes profissionais para que afinem os requisitos técnicos necessários e que acabam por parecer “chinês” para quem não é entendido do assunto.

Em terceiro, e também muito importante, é ter uma boa conversa com o DJ. Se não for possível encontrá-lo pessoalmente, ao menos tente uma conversa via Skype para tratarem de todos os detalhes da festa e das escolhas musicais. Com certeza isto trará mais segurança para o trabalho dele e muito mais tranquilidade para você.

Falando de música, invariavelmente, escuto pedidos de samba para as festas de casamento. Há algumas subdivisões do estilo. Por exemplo, o samba jazz que costuma ser apropriado para o princípio da festa e que aproxima os casais que gostam de dançar juntos. Mas o samba clássico e o partido alto se encaixam perfeitamente no momento mais festivo, de catarse mesmo. Claro, isto para quem aprecia o estilo. E partideiro clássico e dos bons é Zeca Pagodinho, que acaba de ser homenageado pelo projeto Sambabook. O CD duplo tem grandes sucessos de Zeca nas vozes de Arlindo Cruz, Marcelo D2, Djavan, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor e a madrinha Beth Carvalho.

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