PROCURA FORNECEDOR?

Marcelo ♥ Camilla

Essa é a história do casório de duas pessoas que amam viajar. E que tinham na cabeça que o mais legal do casamento seria mesmo a lua-de-mel. Tanto, que decidiram que a lua-de-mel deles duraria nada menos do que.. 1 ano! Isso mesmo, um ano viajando a dois, descobrindo o mundo. O roteiro da viagem incluía Grécia, Turquia, Rússia, Bélgica e outros lugares que o casal sempre sonhou em conhecer, e depois “fixar base” mesmo em Londres e Portugal. Nada mal, não é? E, para melhorar, o casal é designer. E sabe como é cabeça de designer né? Toda a identidade visual do casamento foi feita por eles, com tema da lua-de-mel. No post de hoje quem dá o depoimento é o casal, que escreveu e fez o vídeo, tudo a quatro mãos!  E eles escreveram tão bem que deixei na primeira pessoa, praticamente sem edição. Ok, o post ficou enooorme, mas está super leve e fácil de ler. Vamos ler esta história, contada pelo olhar do noivO também?

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{Palavra dos Noivos} Marcelo & Camilla 

“O que a gente queria mesmo era, de uma certa forma, convidar as pessoas que a gente gosta, para viajar com a gente. Foi aí que surgiu a ideia do passaporte. Então fizemos isso, convidamos as pessoas para uma viagem. O convite era um passaporte “de verdade”, com cara de passaporte, capinha de couro, números furadinhos e tudo. E claro, as páginas para serem carimbadas. A gente queria o convite bem perfeitinho. Então fomos procurar um tecido parecido com o courinho da capa do passaporte de verdade e fizemos um design todo inspirado nele. Tinha mapa, assinatura, nossa história e até um QR-Code que levava para o site do casamento. A festa seria então era a viagem, e o que fizemos foi criar vários espaços, cada um com um tema, um país.

[ Marcelo e Camilla fizeram um vídeo lindo, especialmente para o nosso post, com o making of (abaixo). Apertem o play !]

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Fizemos então cada mesa ter um tema, um lugar. Na área da cerimônia por exemplo tinha a mesa “França”, com direito e vinho françês, torre Eiffel em miniatura e musica francesa. A mesa do bolo era a Suiça, a pista de dança Berlin, a do chá Inglaterra, e assim por diante. Convidamos as pessoas com um passaporte e fizemos a festa ser uma “volta ao mundo”. E claro, para viajar tem que carimbar o passaporte, então em cada mesa tinha um carimbo, e os convidados tinham que ir carimbando o seu passaporte até completar.

Untitled 6Nossa referência eram aqueles casamentos gringos, mais informais. Começamos então a procurar lugares pela Região Serrana, que é pertinho do Rio, mas não tem cara de cidade. Acabamos parando em uma casinha perto de Itaipava, que era alugada para festas. O “Seu Carlos” era o dono lugar, um terreno enorme, bem no meio da floresta.

Tinha uma casa grande de tijolinho, onde as pessoas realizavam as cerimônias de casamento. Mas a gente queria fazer a nossa no meio do mato mesmo, embaixo de árvore, sabe? Aí um dia, passamos dentro do terreno por uma casinha escondida no meio do verde. Seu Carlos disse que era o depósito dele, e era. Cheio de tijolo, material de construção, um horror. Mas o espaço era lindo, bem embaixo de uma árvore gigante, e a gente sentiu que tinha de ser ali. Foi então que começamos a conhecer a pessoa maravilhosa que era o Seu Carlos, que, em menos de três meses, transformou aquele espaço na nossa catedral.

O legal mesmo dos preparativos foi catar madeira na floresta para fazer placas, desenhar com cola colorida, recortar letras de isopor, pintar o sapato da noiva com jet e fazer picote no ticket de vôo na máquina de costura. Tudo isso ouvindo musica e tomando vinho. Isso sim foi uma delícia. Não que não tenham havido os momentos de desespero, de “não vai dar tempo”, claro que teve, mas como você podem ver, deu.

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A cerimônia estava marcada para três da tarde, porque a gente queria aquelas fotos cheias de raios de sol atravessando as árvores, sabe? Mas não deu certo, primeiro, porque, claro, atrasou, e, principalmente, porque não tinha sol. Aliás, choveu horrores. Na estrada, teve gente que ficou parado esperando a chuva passar. Enquanto isso a gente lá suando frio e imaginando que todo o nosso sonho de casar embaixo de uma árvore tinha ido pro beleléu. Por fim, a chuva estiou, e quem estava lá, assistiu uma cerimônia quase no escuro, quase chovendo, mas com amor sobrando, e é disso que o pessoal lembra. Ainda bem.

A nossa “valsa” então foi a fofíssima “You and I” da Ingrid Michaelson, tocada no Ukulele e cantada na voz linda da Joana, nossa amiga cupida. Música boa e boa comida, aliás. A gente não come carne há muitos anos, e isso é muito importante pra nós. É algo que faz parte do que a gente pensa, do que a gente acredita, então não fazia sentido fazer um menu com fois gras né? Então tinha muita coisa diferente, mas tudo super-gostoso.

Não adianta gastar uma fortuna e colocar um monte de coisa que não tem nada a ver com você, isso é que nem aqueles apartamentos de celebridade em revista de fofoca, caríssimo mas completamente sem personalidade. O segredo está em colocar um pouquinho do casal em cada detalhe. Mas claro, se você é designer facilita… A gente curtiu tanto fazer isso, que depois os amigos começaram até a pedir nossa ajuda para fazer o casamento deles, tanto que a gente está até começando a montar um estúdiozinho para fazer isso. Mas essa é outra história.

PS.: Lembram da história da escolha do lugar da cerimônia? Pois bem, é uma história sobre o Seu Carlos. A casa onde fizemos o casamento fazia alguns casamentos, bodas, festas de aniversário etc, mas não era assim tão difícil encontrar uma data vaga. Aí a gente apareceu e pediu pra ele transformar o depósito dele em uma igrejinha, porque queríamos casar ali. Um ano depois a gente voltou lá, de surpresa, pra trocar cartinhas de bodas de papel embaixo da mesma árvore. Sabe o que encontramos lá? O depósito transformado em uma capelinha de verdade, com cruz, altar e tudo, mas muito melhor que isso, foi encontrar o Seu Carlos, com um sorriso enorme no rosto, e uma agenda lotada pelos próximos 48 fins de semana, a maioria pra acontecer na nova capelinha. A nossa capelinha. A capela de Mozin.”

Vamos às fotos de Manoela Carvalhais?

Casorio de Mozin
painel 2 mozin

Fornecedores casamentos reaisIdentidade Visual: Estúdio Amor (empresa dos noivos) | Fotógrafa: Manoela Carvalhais | DJ: Jimmy Souza | Local: Pousada Recanto dos Pinheiros | Buffet: IS Buffet | Cabelo e Maquiagem: Nani Gama: (21) 80739065 | Violino e música: Rafael Geraets |