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TEMPOS E MOVIMENTOS

música para casamento DJ Galalau

O termo empregado aqui no título da coluna é muito utilizado pelos profissionais que trabalham em produção e coordenação de eventos. O planejamento de tempos e movimentos é uma etapa fundamental para que diferentes elementos de um evento caminhem em ordem e conjunto para que tudo funcione a contento.

O casamento é, naturalmente, um evento. Grande, médio ou um mini wedding, exige-se sempre uma boa conjunção de organização, profissionais gabaritados e bem treinados, cerimonialistas atentos aos detalhes mas, acima de tudo, noivos confiantes no fato de que fizeram a escolha correta ao contratar os diferentes profissionais que, ali, os servem e também aos seus convidados e familiares.

E, como na maioria dos casamentos, a festa é o momento de ápice de alegria e descontração de todos, o DJ deve estar atento a estes tempos e movimentos. A experiência e o exercício de observação são expertises que vão além da técnica no manejo de equipamentos ou da pesquisa e conhecimento musical. De pouco vale ter um excelente repertório, estar antenado com as novidades do mundo da música e saber dos grandes trunfos para que a pista “aconteça”, se o DJ não estiver atento ao comportamento das pessoas que circulam por todo o evento.

E existe uma situação que, invariavelmente, prejudica demais esta observação. Quando a pista de dança é fechada e/ou separada do restante do casamento, o DJ fica sem condições de avaliar se esta ou aquela música agrada mais ou menos a maioria – aproveito para fazer um parênteses: é fato que não se pode agradar a todos e segurança é um traço fundamental num bom DJ. Do contrário, o profissional fica a mercê dos inúmeros e diferentes pedidos dos convidados e a pista vira uma miscelânea sem sentido musical, o que acaba por atrapalhar a dinâmica da festa.

Além de, nesta condição, o DJ perder a visão do todo da festa, é comum cometer “erros” na quantidade de volume sonoro (ou decibéis) porque o sistema de amplificação sonora fica espalhado pelos diferentes ambientes e em diferentes níveis de audição. E o volume é um fator técnico importantíssimo dado que casamentos possuem seus tempos característicos. Por exemplo: antes ou logo após a cerimônia, não somente o repertório musical mas também o volume é preponderante. No início, pais, amigos e até mesmo os noivos, em grande maioria, querem conversar, seguir com os cumprimentos e ainda é também a hora de serviço dos primeiros acepipes, drinks, até a chegada do jantar. Se este for do tipo empratado, servido em mesas, mais um pouco de tempo todos os convidados precisam ter até que o DJ, digamos, largue o dedo no volume das músicas.

uma situação contrária que tem também seus pros e contras. Não há paredes ou colunas e a pista fica no meio de todas as mesas. Isto pode ser benéfico no sentido de que todos se encontram e o acesso à pista não fica delimitado. Por outro lado, a uma certa hora, no auge da festa, os convidados em volta dificilmente conseguirão conversar sem falar alto, se esgoelar ou ter que se aproximar bastante do ouvido do seu interlocutor. Mas esta situação, em algumas vezes, pode ser resolvida com a escolha de um determinado tipo de caixa de som e o correto direcionamento das mesmas para a pista de dança.

Na próxima coluna, prometo falar um pouco da minha observação de tempos e movimentos abordando como o comportamento dos noivos durante toda a festa, influencia positivamente à pista ou pode prejudicar severamente o andamento do evento e, consequentemente, dificultar a vida do DJ.

E pra não deixar de falar de música, sugiro ouvir o indie pop do duo de Los Angeles, Califórnia, chamado Capital Cities. Em 2013, eles lançaram o primeiro disco In a Tidal Wave of Mystery que tem o bom hit “Safe and Sound”. Mas, interessante foi descobrir no Soundcloud da banda versões bem produzidas para clássicos como “Holiday” (Madonna), “Nothing Compares 2 U”, conhecida na voz de Sinéad O’Connor, “Breathe” (Pink Floyd) e “Stayin’ Alive” do Bee Gees.

DJ Galalau